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quarta-feira, 20 de junho de 2012

A decoração - parte I

Caminhando para o sétimo mês de casada, resolvi tomar vergonha na cara e postar alguma coisa sobre o casamento. Pensei em começar pela decoração. Acho que é mais fácil, né!? Então, vamos lá.

Decidimos que deveríamos realizar o nosso casamento no melhor horário para fotos mais espontâneas e o mais natural possível. Marcamos para as 16hs.. só que como em todo casamento, as coisas fogem um pouco do controle e acabam atrasando. Digamos que eu atrasei mais ou menos  1h30min. Mas entendam, foi um atraso altamente justificável! Eu estava no local decorando, ou seja, quando cheguei em casa, ainda fui ajeitar o cabelo e fazer a make. Tudo alone! Na base do Do It Your Self, sabe? Aliás, boa parte das coisas fomos nós quem fizemos.
Contamos com a ajuda das tias, dos tios e da minha mãe, das primas e da sogra, e de muitos amigos. Todos com a mão na massa para que tudo desse certo! Graças a TODOS, deu tudo certo.
Juntamos mais ou menos umas 200 garrafas de vidros, em tamanhos e cores diferentes. De garrafas de leite de coco à uísque! Juntamos também alguns potes de conserva para fazer de porta-retrato. Algumas garrafas servirem de centro das mesas, outras serviram para marcamos o caminho, para a mesa do buffet, dos doces e do pão de mel. Fizemos um painel para tirar fotos - que nem utilizamos muito!, apenas com garrafas verdes Heineken e Stella Artois. Além das garrafas, usamos livros nossos que fazem parte de quem somos. E os pães de mel estavam dentro de caixinhas feitas de scrapbook, confeccionadas e estilizadas por nós.
Depois de ver esse DIY do Casando sem Grana, surgiu a ideia de fazer o caketop reciclável. Para isso utilizamos rolos de papel higiênico e isopor. Foi super tranquilinho e tivemos a ajuda dos nossos amigos e padrinhos, Yuri e Bia. Como Alex é skatista, fizemos um 'skatinho' para colocar junto dele. Na hora das fotos tinham esquecido, mas antes de começar a festa lembraram.
No teto, queríamos colocar algo que desse um ar diferente também. Como tivemos pouquíssimo tempo, acabamos escolhendo as famosas, e baratas, luminárias japonesas coloridas para colocar.
Na saída da gente, ao invés de chuva de arroz ou de bolinhas de sabão, preferimos algo mais alegre e colorido: confetes. Inicialmente a ideia era colocar o meu irmão para estourar uma bombinha de confetes e minha cunhada a outra, porque teria todo um significado, já que foram os dois que nos juntaram. Só que deu tudo errado na hora, o negócio era muito ruim de estourar e acabou que nem um dos dois conseguiu, foi divertido, todos riram da situação e quem veio ajudar foi nosso amigo Hallyson.
E o buquê? Ah, o buquê! Decidi começar a fazê-lo no começo de 2011. Comprei alguns tecidinhos, inventei de costurar a primeira flor e deu certo. Minha vó materna nos deixou uma grande legado: costura artesanal. Inclusive no buquê eu coloquei um brochinho com o nome dela para homenageá-la. Resolvi desenvolver a ideia e pronto, fluiu! Eu até postei o DIY dele na época em que estava "fabricando-o". Quem levou o buquê, sem marmelada, foi Bia!

Enfim, essa foi a décor do nosso casamento. Personalíssima!


Fotos por Gustavo Gabriel, Yuri Padilha, Diogo César, Lúcio Luiz.*
*Acervo pessoal
Suy Lima [do Andrade]

sábado, 26 de maio de 2012

Como tudo começou..


6 Meses depois de casada, vou começar, definitivamente a falar sobre o casamento.


Meu casamento foi um mix de "assobiar e chupar cana". Por quê?! Porque entre marca, remarca e desmarca de datas, o doido do meu marido resolveu me pedir em casamento no final do mês de setembro/2011 e ainda exigiu:

- Só caso agora se for para a gente casar na mesma data de antes.

Leia-se a mesma data de antes como 26 de novembro de 2011.
Eu dei o "goto no seco", ainda titubiei, mas acabei entrando na dele e aceitei.
Quando cheguei em casa e resolvi falar para minha mãe, ela não acreditou, disse que era loucura essa invenção nossa, que não custava nada deixar para 2012, ainda que no comecinho do ano, para ter mais tempo e mais um monte de blablablá.
Eu trabalho de segunda a sábado, estudo a noite, Alex também trabalha e estuda, e casamento é um negócio que requer tempo e dedicação. Meus sábados eram mega corridos e minha querida amiga Annaysa, que havia marcado o seu casório para o dia 12 de novembro, precisava da minha ajuda para organizar e decorar o dela. Sábado sim eu estava com Annaysa organizando o dela, sábado não eu estava organizando o meu.
Dois meses é pouco tempo, os meus passaram voando. Como era pouquíssimo tempo e não tínhamos economias suficientes, pegamos todos de surpresa, consequentemente também não estavam preparados financeiramente para colaborar, mas todos contribuiram da melhor maneira possível.
Precisei correr com o processo de habilitação para casamento. Sim, precisa estar habilitado para casar! Mais ou menos no final de outubro, lá estávamos nós no 5º cartório de Natal. Marcamos o casamento civil para 24 de novembro de 2011, às 14hs. Ufa, um super alívio por conseguir casar no civil antes do "religioso"! Tudo certo, casamos. Os últimos três dias foram os mais corridos de nossas vidas, até hoje. Tanto eu quanto Alex em período de provas na faculdade! Últimos ajustes com buffet, compra de flores, decoração e decoradora, bolo, doces e lembrancinhas.
Casamos novamente! Conseguimos gastar MUITO MENOS do que havíamos pensado no começo de tudo. Isso, na verdade, foi um resumão, nos próximos posts detalharei o passo a passo, custos e economias.

by Gustavo Gabriel

      Só digo uma coisa: Casei em dois meses e deu certo! #fiikdiik

Sra. do Andrade
@suy_lima

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estória da Carochinha

No único cartório da cidade, em plena quinta de trabalho, casais caminham para o passo mais importante de suas vidas. Muita gente. Fotos. Barulho. O juiz de paz, Ciclano, entra na sala e pede silêncio a todos para começar. A leitura de um texto longo, sacal e altamente machista dá início a nova jornada matrimonial dos nubentes. Ao final, Ciclano solicita que apenas os casais se coloquem de pé. Começam as perguntas padronizadas. O primeiro casal reciprocamente responde sim! O segundo, imediatamente se posiciona e responde com convicção: - SIM! Passam alguns casais, sempre com a resposta na ponta da língua, ainda que no íntimo ainda reste algum receio.
No meio deles há uma moça, empolgadíssima, sorridente, só esperando o juiz se dirigir a ela fazendo a pergunta que vai mudar sua vida! Ciclano se dirigi a ela e pergunta:
- Fulana, é de livre e espontânea vontade que você aceita Beltrano como seu esposo?
Fulana, sorridente e serelepe, responde:
- SIM!
O juiz olha para Beltrano e pergunta:
- Beltrano, é de livre e espontânea vontade que você recebe fulana como sua esposa?
Beltrano olha para um lado, para outro, olha nos olhos de Fulana, e, desconfiado, responde:
- Não, Doutor, não é de livre e espontânea vontade coisa nenhuma que eu vou me casar com essa mulher!
Fulana olha para o lado, desesperada, começa a chorar, e os outros casais começando um terrível burburinho. O juiz de paz não sabe como proceder mediante essa situação, passa a mão nos cabelos calvos no topo de sua cabeça e pensa:
"É a primeira vez, em 25 anos, que eu vejo uma situação dessa!"
Ciclano, mais uma vez, pede silêncio e pergunta novamente a Beltrano se ele tem certeza que não quer casar. Beltrano dirige-se para Fulana e explica-lhe que estava muito cedo para casar, que não queria magoá-la, mas que não poderia casar sem ter certeza.
Beltrano deixa o cartório e Fulana, aos prantos, é acolhida pelos familiares que levam-na embora dali.
Outros Fulanos e Beltranos decidem não mais casar-se! Muito barulho. Mulheres chorando. Homens indo embora. Ciclano ergue a voz e pergunta que ainda vai querer casar. Além daqueles dois primeiros casais, apenas mais um casal se pôs a frente e demonstrou seu interesse naquela formalidade.
Fim de tarde, apenas três casamentos. Aquele dia 24 de novembro ficou marcado na história da pequena cidade. Certamente, aquele primeiro casal tinha completa certeza do que queria.








Suy Lima [do Andrade]

sábado, 12 de novembro de 2011

Porque nada nos une!

Hello, personas!
Hoje é o Grande Dia da minha querida amiga Annaysa!
Os noivos tiveram a ideia de fazer um site com todos os preparativos, RSVP, cotas, listas de presentes, comentários e muito mais..

A noiva, Annaysa, eu conheci em 1994, no afamado Colégio Bereiano. Estudamos durante esse período, mas em 95 eu sai do colégio e durante longos 10 anos não nos vimos..

Em meados de 2005, conheci Alyne e Alex e, por coincidência, ou não, conheciam e estudavam com Anna, consequentemente, acabamos nos reencontrando.
De lá para cá, estudamos juntas novamente em 2007, saímos, conversamos, filosofamos e brincamos..
O velho grupo de sempre: Annaysa, Alyne, Alex, Diogo e eu - depois de entrar de gaiata no navio!
Ela me aconselhou no começo do relacionamento com Alex e esteve ao nosso lado desde o começo. E eu só tenho que agradecer, Anna. A você e a Alyne, afinal de contas, vocês me ajudaram MUITO! Obrigada!

Na verdade Anna sempre foi uma mulher muito independente e com AQUELE espírito de liderança que eu nunca vi igual... Maaaaas, no último ano, surge o Sr. Zanchi na vida dessa criatura mandona! E adivinha? Anna se mostrou uma mulher extremamente submissa, cuidadosa.. e daqui há algumas horas chorona!!
O noivo, Ugo, nós conhecemos faz pouco tempo, porém foi tudo muito rápido: já gostamos dele de cara! Gente boa, brincalhão e super entra na onda quando Alex tira sarro da 'gordinha'.

Fomos escolhidos por eles para sermos padrinhos do casamento, e com toda honra, aceitamos.
Desde o começo dos preparativos estivemos juntos participando e contribuindo para que desse tudo certo no dia de hoje. Alex fez os convites, eu contribui com a decoração. Demos algumas dicas, afinal de contas a noiva estava completamente PERDIDA por não saber nada a respeito do mundo casamentício.

Depois de uns 7-8 meses, aqui estamos nós, nos preparando para as 16hs estar confirmando e apoiando o amor deles dois.
É uma pena porque, apesar de estarmos ganhando um amigo, perderemos o contato com uma amiga de longa data, pois eles vão morar em Brasília - cidade onde o noivo mora e trabalha.
Eu sei que serão novos e ótimos tempos na vida de vocês! Sei que Deus estará guiando os passos e guardem o nosso espacinho na sala para o dia da visita!

Ah, e Anna, nunca esqueça: NADA NOS UNE! hahahahahaha


Suy Lima - futura Sra. Do Andrade
@suy_lima
Contagem regressiva: 15 dias!

terça-feira, 8 de março de 2011

Feliz Dia Internacional da Mulher!

O Dia Internacional da Mulher é celebrado no dia 8 de Março. Nos EUA o primeiro dia internacional foi comemorado em 28 de fevereiro de 1909, lembrando a greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, que protestaram contra as más condições de trabalho e pelo direito de voto. Atualmente, o dia é comemorado em 8 de março, com origem nas manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial.
O Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial, esquecendo-se dos aspectos históricos e revolucionários, responsáveis pelas conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
E por esse dia tão especial, cheio de significados para a independência feminina, deixamos aqui nossa homenagem a todas as mulheres importantes. Agradecemos a cada mulher que tem participação na nossa vida. Algumas estão apenas representadas por uma única pessoa, mas todas - sem exceção - fazem parte da nossa história. 
Façam valer a pena!

Feliz Dia Internacional da MULHER!

Mulheres que inspiram:
Mulher Sogra e Mulher Mãe

Mulheres Primas
Mulheres Colegas de Trabalho
Mulheres Amigas
Mulheres de Longe - representação das que estão no RJ
Mulher Avó
Mulher que chama de Princesa - representação das tias
Mulher que realiza sonhos
Mulher TopModel
Mulher Cunhada
Mulher que deixou saudades!

Fonte: Wikipédia, Orkuts, acervo pessoal
Suy Lima e Calango

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

vinteeseisdenovembrodedoismileonze

Por Yuri Padilha


Tudo começou quando numa noite de verão nos sentamos à beira mar e olhamos a lua cheia. Sorrimos, gritamos, cantamos, brincamos, e resolvemos namorar. Namoramos, namoramos, namoramos... Até que um dia resolvi fazer-lhe uma surpresa. Encomendei as melhores flores, os chocolates mais caros, pedi pra sair do trabalho mais cedo, vesti minha melhor roupa, e corri para o trabalho dela. Chegando lá, sua mesa já estava abarrotada com os presentes que eu havia enviado. Percebendo o semblante de euforia em seus lindos olhos, e o belo sorriso que ensaiava sair da sua boca, decidi aproveitar esse momento. Ajoelhei-me diante de todos os seus colegas de trabalho – inclusive daquela encalhada do setor pessoal que vive falando mal da vida alheia – e disse de uma vez só: “Suylannie, casa comigo?”. Assim mesmo, rápido e rasteiro, antes que o nervosismo tomasse conta de mim e trouxesse a gagueira a tona.


Alguns breves - mas não tão rápidos - momentos se passaram até que por fim a resposta refletisse nos seus olhos e explodisse na sua boca. “Sim!”. Sim... Ela disse sim! Pronto... Está feito! Ela disse sim!


Considero-me agora um bom canalha. Pois toda essa história muy bela não passa de ficção. Exceto pelos detalhes (os lindos olhos e o belo sorriso) da menina moça Suy. O fato é que nunca começamos a namorar numa praia... Digamos que tenha sido numa quadra de basquete. Como bom canalha, nunca lhe dei flores. Já dei beijos, abraços, cacarecos, bugigangas, livros, doces, e até um hamster guardado numa embalagem de quentinha. Mas flores... Nunca. Ou melhor, lembro-me agora de um dia ter lhe dado um botão de rosa. É... Acho que foi. Mas enfim! Assim como nunca dei-lhe flores, também nunca ousei comprar os chocolates mais caros, nem ao menos vestir minha melhor roupa... Tudo isso nunca foi necessário por um simples motivo. Eu nunca pedi que ela se casasse comigo. Pelo menos não com toda a pompa e firulas que os pedidos costumam ter. Em diversas conversas que tivemos em momentos que não faziam o menor sentido. Virava-me para ela e perguntava: “Casa comigo?”.  E ela sempre respondia sim.


E é com este texto sem pé nem cabeça, que eu (Alex) e ela (Suy) inauguramos este blog, para falar de mim, dela, de nós dois, deles, de alguém, de ninguém, mas principalmente de coisas relacionadas ao nosso casamento, programado para ser realizado daqui a um ano e sete dias. E será nesse dia 26 de novembro de 2011, que eu deixarei de ser um canalha mentiroso que inventa histórias por nunca tê-las vivido, e passarei a ser o cara que ouviu um “sim”, quando numa madrugada de sexta-feira, escrevendo um texto para um blog, afiou os dedos, escolheu as teclas, e digitou... SUYLANNIE, QUER CASAR COMIGO?