Mostrando postagens com marcador Sim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sim. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estória da Carochinha

No único cartório da cidade, em plena quinta de trabalho, casais caminham para o passo mais importante de suas vidas. Muita gente. Fotos. Barulho. O juiz de paz, Ciclano, entra na sala e pede silêncio a todos para começar. A leitura de um texto longo, sacal e altamente machista dá início a nova jornada matrimonial dos nubentes. Ao final, Ciclano solicita que apenas os casais se coloquem de pé. Começam as perguntas padronizadas. O primeiro casal reciprocamente responde sim! O segundo, imediatamente se posiciona e responde com convicção: - SIM! Passam alguns casais, sempre com a resposta na ponta da língua, ainda que no íntimo ainda reste algum receio.
No meio deles há uma moça, empolgadíssima, sorridente, só esperando o juiz se dirigir a ela fazendo a pergunta que vai mudar sua vida! Ciclano se dirigi a ela e pergunta:
- Fulana, é de livre e espontânea vontade que você aceita Beltrano como seu esposo?
Fulana, sorridente e serelepe, responde:
- SIM!
O juiz olha para Beltrano e pergunta:
- Beltrano, é de livre e espontânea vontade que você recebe fulana como sua esposa?
Beltrano olha para um lado, para outro, olha nos olhos de Fulana, e, desconfiado, responde:
- Não, Doutor, não é de livre e espontânea vontade coisa nenhuma que eu vou me casar com essa mulher!
Fulana olha para o lado, desesperada, começa a chorar, e os outros casais começando um terrível burburinho. O juiz de paz não sabe como proceder mediante essa situação, passa a mão nos cabelos calvos no topo de sua cabeça e pensa:
"É a primeira vez, em 25 anos, que eu vejo uma situação dessa!"
Ciclano, mais uma vez, pede silêncio e pergunta novamente a Beltrano se ele tem certeza que não quer casar. Beltrano dirige-se para Fulana e explica-lhe que estava muito cedo para casar, que não queria magoá-la, mas que não poderia casar sem ter certeza.
Beltrano deixa o cartório e Fulana, aos prantos, é acolhida pelos familiares que levam-na embora dali.
Outros Fulanos e Beltranos decidem não mais casar-se! Muito barulho. Mulheres chorando. Homens indo embora. Ciclano ergue a voz e pergunta que ainda vai querer casar. Além daqueles dois primeiros casais, apenas mais um casal se pôs a frente e demonstrou seu interesse naquela formalidade.
Fim de tarde, apenas três casamentos. Aquele dia 24 de novembro ficou marcado na história da pequena cidade. Certamente, aquele primeiro casal tinha completa certeza do que queria.








Suy Lima [do Andrade]

sábado, 12 de novembro de 2011

Porque nada nos une!

Hello, personas!
Hoje é o Grande Dia da minha querida amiga Annaysa!
Os noivos tiveram a ideia de fazer um site com todos os preparativos, RSVP, cotas, listas de presentes, comentários e muito mais..

A noiva, Annaysa, eu conheci em 1994, no afamado Colégio Bereiano. Estudamos durante esse período, mas em 95 eu sai do colégio e durante longos 10 anos não nos vimos..

Em meados de 2005, conheci Alyne e Alex e, por coincidência, ou não, conheciam e estudavam com Anna, consequentemente, acabamos nos reencontrando.
De lá para cá, estudamos juntas novamente em 2007, saímos, conversamos, filosofamos e brincamos..
O velho grupo de sempre: Annaysa, Alyne, Alex, Diogo e eu - depois de entrar de gaiata no navio!
Ela me aconselhou no começo do relacionamento com Alex e esteve ao nosso lado desde o começo. E eu só tenho que agradecer, Anna. A você e a Alyne, afinal de contas, vocês me ajudaram MUITO! Obrigada!

Na verdade Anna sempre foi uma mulher muito independente e com AQUELE espírito de liderança que eu nunca vi igual... Maaaaas, no último ano, surge o Sr. Zanchi na vida dessa criatura mandona! E adivinha? Anna se mostrou uma mulher extremamente submissa, cuidadosa.. e daqui há algumas horas chorona!!
O noivo, Ugo, nós conhecemos faz pouco tempo, porém foi tudo muito rápido: já gostamos dele de cara! Gente boa, brincalhão e super entra na onda quando Alex tira sarro da 'gordinha'.

Fomos escolhidos por eles para sermos padrinhos do casamento, e com toda honra, aceitamos.
Desde o começo dos preparativos estivemos juntos participando e contribuindo para que desse tudo certo no dia de hoje. Alex fez os convites, eu contribui com a decoração. Demos algumas dicas, afinal de contas a noiva estava completamente PERDIDA por não saber nada a respeito do mundo casamentício.

Depois de uns 7-8 meses, aqui estamos nós, nos preparando para as 16hs estar confirmando e apoiando o amor deles dois.
É uma pena porque, apesar de estarmos ganhando um amigo, perderemos o contato com uma amiga de longa data, pois eles vão morar em Brasília - cidade onde o noivo mora e trabalha.
Eu sei que serão novos e ótimos tempos na vida de vocês! Sei que Deus estará guiando os passos e guardem o nosso espacinho na sala para o dia da visita!

Ah, e Anna, nunca esqueça: NADA NOS UNE! hahahahahaha


Suy Lima - futura Sra. Do Andrade
@suy_lima
Contagem regressiva: 15 dias!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

vinteeseisdenovembrodedoismileonze

Por Yuri Padilha


Tudo começou quando numa noite de verão nos sentamos à beira mar e olhamos a lua cheia. Sorrimos, gritamos, cantamos, brincamos, e resolvemos namorar. Namoramos, namoramos, namoramos... Até que um dia resolvi fazer-lhe uma surpresa. Encomendei as melhores flores, os chocolates mais caros, pedi pra sair do trabalho mais cedo, vesti minha melhor roupa, e corri para o trabalho dela. Chegando lá, sua mesa já estava abarrotada com os presentes que eu havia enviado. Percebendo o semblante de euforia em seus lindos olhos, e o belo sorriso que ensaiava sair da sua boca, decidi aproveitar esse momento. Ajoelhei-me diante de todos os seus colegas de trabalho – inclusive daquela encalhada do setor pessoal que vive falando mal da vida alheia – e disse de uma vez só: “Suylannie, casa comigo?”. Assim mesmo, rápido e rasteiro, antes que o nervosismo tomasse conta de mim e trouxesse a gagueira a tona.


Alguns breves - mas não tão rápidos - momentos se passaram até que por fim a resposta refletisse nos seus olhos e explodisse na sua boca. “Sim!”. Sim... Ela disse sim! Pronto... Está feito! Ela disse sim!


Considero-me agora um bom canalha. Pois toda essa história muy bela não passa de ficção. Exceto pelos detalhes (os lindos olhos e o belo sorriso) da menina moça Suy. O fato é que nunca começamos a namorar numa praia... Digamos que tenha sido numa quadra de basquete. Como bom canalha, nunca lhe dei flores. Já dei beijos, abraços, cacarecos, bugigangas, livros, doces, e até um hamster guardado numa embalagem de quentinha. Mas flores... Nunca. Ou melhor, lembro-me agora de um dia ter lhe dado um botão de rosa. É... Acho que foi. Mas enfim! Assim como nunca dei-lhe flores, também nunca ousei comprar os chocolates mais caros, nem ao menos vestir minha melhor roupa... Tudo isso nunca foi necessário por um simples motivo. Eu nunca pedi que ela se casasse comigo. Pelo menos não com toda a pompa e firulas que os pedidos costumam ter. Em diversas conversas que tivemos em momentos que não faziam o menor sentido. Virava-me para ela e perguntava: “Casa comigo?”.  E ela sempre respondia sim.


E é com este texto sem pé nem cabeça, que eu (Alex) e ela (Suy) inauguramos este blog, para falar de mim, dela, de nós dois, deles, de alguém, de ninguém, mas principalmente de coisas relacionadas ao nosso casamento, programado para ser realizado daqui a um ano e sete dias. E será nesse dia 26 de novembro de 2011, que eu deixarei de ser um canalha mentiroso que inventa histórias por nunca tê-las vivido, e passarei a ser o cara que ouviu um “sim”, quando numa madrugada de sexta-feira, escrevendo um texto para um blog, afiou os dedos, escolheu as teclas, e digitou... SUYLANNIE, QUER CASAR COMIGO?